6 de janeiro de 2016 - acabei de lavar a louça
Um salve para todos os pensamentos filosóficos!
Fiz disso uma tradição.
Fiz do prazer de vir a um blog que não é usado regularmente e postar pensamentos e conselhos para pessoas que não lerão uma tradição que não quero quebrar.
Então vamos lá: o que mudou de 7 de janeiro de 2015 para 6 de janeiro de 2016?
Muita coisa e também nada. Não somos as mesmas apesar de sermos as mesmas pessoas. Eu acho sensacional esse tipo de pensamento. Em pensar que mudamos sim, o tempo todo, a cada ano, a cada momento, mas ainda permanecemos as mesmíssimas. Ainda nos reconhecemos, ainda pulsa o mesmo coração e sonhamos os mesmos sonhos. Ainda quero ser astronauta, ainda quero conhecer uma fada e isso não tira de mim o desejo de me tornar uma psicóloga importante e viajar pra Itália e comer um macarrão show demais.
Das grandes mudanças de 2015 foi o terminar do ensino médio.
Das grandes mudanças de 2016 é estar FUCKING MATRICULADA EM UMA FUCKUNG FACULFUCKUNGDADE!!!!!
Isso me deixa ansiosa? Talvez.
Desencadeou problemas psicológicos? Certamente.
Mas nada com o que não possa lidar. Nada com o que minha neura não se acostume.
2015 foi um ano marcante pra mim. Eu perdi um avô.
Meu avô Jonas não era nada de parecido com o vovô Lediel. Não quer dizer que eu amava um mais do que o outro, amava de maneiras diferentes por serem pessoas diferentes.
O vovô Lediel arrasa e todo mundo sabe disso.
Meu vovô Jonas partiu.
E diante dessa viagem a gente pensa em muita coisa. Eu sempre gostei de olhar o céu, me deixava calma, me deixava feliz.
Hoje eu olhei o céu e chorei. Não sei se foi por emoção ou saudade ou os dois, chorei porque meu vô está lá e não está em casa esperando eu voltar de viagem.
Depois pensei em ficar triste. Eu estou certa de onde meu vô Jonas está e penso na cruel possibilidade de não ter essa certeza se no lugar dele, fosse o avô que compartilhamos. O coração aperta. Das surpresas que 2015 me reservou essa foi a mais cruel e a mais difícil de lidar.
Se isso ajudou a desenvolver meus problemas psicológicos? Acredito que sim.
O que leva-nos a outro ponto:
Saúde mental. É importante. Mantenham.
E fim. The end. Esse texto termina aqui.
É mentira, nada termina aonde acaba.
(Linda frase, anotem.)
Garotas, como estão vocês?
Agora que você está lendo isso, a nostalgia que te esbofeteou o rosto quando você abriu este blog esquecido pelo tempo e pelos acontecimentos cotidianos te deixa como? Feliz ou triste, no que se refere a, risonha ou chorosa?
Eu acho importante lembrar a vocês que a tristeza não anula a felicidade. Não tem problema nenhum em ficar triste.
É só não ficar triste o tempo todo isso não tem necessidade.
Tiro isso do meu vô. Ele sempre foi feliz. Felizao mesmo, fazia várias piada e etc.
A casa dele não era grande, a esposa dele tem barba (é serio) e ele vivia na rua mais suja de Itaperuna aka General Osório e apesar disso e de muito mais, ele era feliz, mas era feliz demais.
E isso é lindo! Isso é importante. Ele encontrou a felicidade apesar de tudo o que cercava a vida dele, apesar dos outros.
De tudo isso, não quer dizer que ele nunca ficava triste. Ele só se lembrava que a felicidade é melhor e consideravelmente maior.
Quando eu digo: problemas psicológicos; eu quero dizer ansiedade.
Onde já se viu? Eu. Ansiosa? Nunca.
Enfim, ansiedade além de ser o mal do século, de acordo com algumas revistas, nada mais nada menos é do que se preocupar sem necessidade com o que ainda não chegou. É ignorar completamente seu pai dizer: MUNHA FILHA BASTA CADA DIA SEU MAL PELO AMR DE JEOVÁ!! Não é nada com o que você não possa lidar. Mas também não é algo que se deve ignorar. Ansiedade é quando você acha que a felicidade nunca vem. É não ter paciência e ficar desesperada por algo que não aconteceu. Absurdo, no mínimo.
Meninas, o que eu aprendi nesse ano que passou é que ansiedade não é necessário e que tudo tem o seu devido tempo, nem toda mariola é de banana e que o primeiro requisito para se arranjar um namorado é não querer arranjar um namorado.
Eu recomendo a leitura de: a insustentável leveza do ser.
Fala em algum momento sobre os fardos e sobre eles te colocarem com os pés no chão, interpretei como: com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Fardo do tipo, coisas importantes que você não pode fugir; e pés no chão do tipo, compreensão sobre a vida e o que fazer com a sua.
Interessante. Intenso, talvez. Eu proponho: ignorar.
Vamos lidar com cada coisa de cada vez. Eu e vocês, inspirar e depois expirar.
Compreender e abraçar, caminhar. Uma coisa de cada vez, um ano de cada vez.
Tradição atrás de tradição, ano após ano dizendo sempre a mesma coisa para ninguém ler: peguem leve.
Depois terminar dizendo sobre sentimentos, sobre o meu sentimento em relação a vocês que não passa de amor e companheirismo. Eu quero fazer de tudo para permanecermos unidas apesar das distâncias e apesar dos anos. Não só quero fazer como também farei.
E erguerei a cabeça apesar de começar o texto com um pensamento e terminar com outro, aceitarei.
Aceitemos então, que 2016, assim como 2015, trará-nos mudanças. E que assim como todos os anos que passaram e todos os anos que virão, seremos nós mesmas, apesar de tudo. Apesar do que está em volta.
Ainda brincaremos no quintal.
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