7 de janeiro de 2015 - um dia atrasada

Não que eu tenha outra coisa bonitinha pra falar, não tenho mesmo.
Mas senti um impulso muito forte de escrever algo, não importa onde.
Esse ano foi o primeiro que passei a primeira quinzena de janeiro em Sossego e não está sendo bacana, tirando apenas alguns fatores e pessoas.
Pensando bem, as coisas mudaram muito desde o último post que fez aqui, eu terminei de escrever um livro e duas integrantes de nosso clube são debutantes. 
Hoje eu achei uma Polly minha entre as Pollys da Laura e ela disse que achava essa a mais feia das que ela tinha. Só que é minha. E também é minha preferida. Fiquei bastante chateada, a verdade é essa. Se exagerei, também não me importo.
E pensando no quanto as coisas mudaram do dia 6 de janeiro de 2014 até 7 de janeiro de 2015, eu só posso pensar no quanto as coisas vão continuar mudando para o resto de nossas vidas. Ano após ano.
É bacana porque tem gente que pensa na vida como uma história, pode até ser, mas uma história só conta parte da vida de alguém. E o interessante é pensar na vida como várias histórias, talvez. Porém com os mesmos personagens. Interessante você lidar todos os dias sem o medo de achar que uma história pode terminar logo ali. Não precisa ter medo do fim, não precisa achar que tudo é grande coisa pq, meninas, eu sei que sou a mais velha, mas eu não sou tão velha. Eu tenho 17. Quanto falta para chegar na idade do vovô Lediel? Quanto falta para vocês? Quanto tempo vai levar até todos os fios dos nossos cabelos ficarem totalmente brancos? Quantos livros vamos ler, quantos vamos escrever? Quantas pessoas vamos decepcionar? Quantos anos vão passar e quantos posts vamos fazer? Incontáveis. Talvez um dia vamos ler isso e pensar que foi a maior besteira já dita e rir do quanto sou trouxa. Mas, cara, a gente vai saber de todas as histórias até lá, vamos saber de todos os fins e lembrar de todos os começos.
Não sei vocês, mas eu costumava pensar que a vida, o universo e tudo mais, eram como um livro. Mas, meninas, não são. Nem a vida, nem o universo e nem tudo mais. Não é uma linha, é bacana pensar como um círculo, talvez. Não pensar que o futuro vai demorar muito para chegar, mas aceitar que chega. Lidar com as crises de ter que escolher uma faculdade, por exemplo, mas sem pensar que a decisão precisa, necessariamente, ser definitiva. Todo mundo tem direito de errar. Mas isso não significa que não devemos tentar o certo, é só não perder a cabeça por isso. Errar faz parte.
E eu sei que está muito cedo para essas filosofias, mas ei! Nenhuma cabeça fica vazia por muito tempo e é bom deixar as ideias vazarem por algum lugar.
Eu espero que tudo na vida de vocês dê certo. Tudo mesmo.
Claro que não quero que vocês esqueçam o passado, onde a gente brincava no quintal da casa da vovó, mas também não quero que vocês passem o tempo todo preocupadas com o que fazer no futuro ou no quanto serão brilhantes. Quero que pensem na vida bacana que levam agora e no que podem fazer para ela ficar ainda mais bacana e tranquila. Sem fardos pesados, se lhes forem permitidas.
Claro também não quero que se esqueçam de que pensar no futuro é importante. É complicado. O tempo é complicado, toda essa história de passado, presente e futuro. Complicado e assustador. Assustador no quanto passa rápido e complicado se for tentar entender.
Só não percam a cabeça. Não vivam um drama, talvez um comédia ou uma aventura (minha escolha preferida), ou comédia romântica, terror, ação, qualquer coisa meninas. Até um drama, se vocês realmente quiserem.
Mas sempre tenham em mente de que tudo passa, todo filme chega ao fim, todo livro acaba. Toda história termina. E isso nunca quer dizer que não se pode começar outra.

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