6 de janeiro de 2014, 06:34 da manhã. AINDA NÃO DORMI
A verdade é que esse blog foi uma ideia meio furada que a gente teve.
Típico de crianças, certo? Formar alguma coisa e não levar pra frente.
Mas o CPR foi a melhor coisa que a gente já inventou.
Tudo bem que não foi do jeito que a gente queria, com aquela coisa de senha e juramento, mas foi incrível mesmo assim.
Eu gostei. Eu gosto, aliás.
O Clube das Primas sempre foi o meu lugar preferido de se estar.
Mesmo quando a Isabella não parava de falar.
Ou quando a Júlia queria algo que não estava programado pra ser dela.
Ou quando a Ana resolvia que era a hora de ler.
Ou, até mesmo, quando a Laura surgia do nada e fazia o tipo de coisa que as primas mais novas fazem.
Em Itaperuna, Niterói, Teressopolis, Sossego ou Itaipava, nós conseguimos formar um tipo estranho de vínculo que, eu peço muito, para nunca ser quebrado.
É algo muito além de uma mera brincadeira de faz-de-conta (Tailung) ou um pique-esconde (que, no caso, era o único tipo de pique brincavel, já que a prima mais velha não gostava dos outros), é algo que atravessa as fronteiras de cidades ou do sinal ruim da internet.
O CPR foi uma invenção incrível. Esquisita, engraçada, bagunçada e incrível.
E eu espero, de todo o coração, que isso permaneça até cada uma de nós tenhamos mais de 1500 anos.
Em uma época em que nossos cérebros, congelados em nosso tempo, sejam colocados em corpo de robô, eu espero que nessa época nós ainda possamos nós lembrar de onde viemos, de como nos tornamos quem somos.
Nós somos limas rimas primas. Ou primas rimas limas. Ou rimas limas primas.
A questão é que somos primas, somos família, o vovô Lediel arrasa e uma vez rainha das fadas, sempre rainha das fadas.
Um abraço a todas as que leram.
E também para as que não leram.
Um abraço a todos vocês.
Eu amo vocês, garotas.
De todo o meu coração.
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